
D evido à proliferação de enfermidades que afetaram as lavouras de mandioca em regiões indígenas de Oiapoque, a Embrapa introduziu no Amapá a Iniciativa Reniva, um sistema de propagação e distribuição de estacas de mandioca, originalmente desenvolvido na Colômbia. Este projeto inclui o uso de duas estufas controladas para promover um crescimento saudável das plantações no estado.
No ano de 2023, foi proclamado um estado de emergência em cinco áreas indígenas de Oiapoque devido ao surto de infestações nocivas aos cultivos. Até julho daquele ano, a Embrapa havia detectado três variedades de pragas que comprometem as plantações de mandioca em sua totalidade, desde as raízes, tornando-as inadequadas para consumo.
A implementação das estufas visa assegurar o crescimento apropriado das mudas de mandioca, livres do risco de infestação por parasitas e outros agentes nocivos.
A primeira estufa foi instalada no Campo Experimental da Embrapa Amapá, situado no km 45 da BR-210, como parte de uma iniciativa da Embrapa de Mandioca e Fruticultura, financiada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
A segunda estufa foi estabelecida em uma região indígena de Oiapoque, com o objetivo de monitorar e reduzir a disseminação de micro-organismos que devastam extensas áreas de cultivo de mandioca. Este esforço também recebeu financiamento do MDA, com um investimento total de R$ 1,3 milhões.
Uma iniciativa valiosa
A Iniciativa Reniva da Embrapa no Amapá é um marco para a agricultura sustentável e a resiliência das comunidades indígenas. Ao enfrentar doenças nas lavouras de mandioca com tecnologia e colaboração, este projeto promete revitalizar a produção essencial para essas comunidades, servindo como um modelo inspirador de inovação e parceria para o futuro.

